O cacau brasileiro já enfrentou crises devastadoras, como a vassoura-de-bruxa. A lição deixada por esses episódios é clara: sistemas frágeis colapsam. E não há sistema mais frágil do que aquele que ignora o ambiente ao seu redor.
O projeto em Ilhéus representa uma mudança de paradigma. Ao integrar tecnologia, crédito e conservação, ele reposiciona a cacauicultura como atividade estratégica global. A fala de lideranças da FAO reforça isso: a conservação produtiva não é exceção — é tendência.
Ainda assim, há quem argumente que a expansão agrícola exige abrir novas áreas. Esse raciocínio é ultrapassado. O próprio projeto mostra que é possível triplicar a produtividade sem derrubar uma árvore sequer. A questão não é expandir território, mas qualificar o uso da terra.
Defender a preservação da Mata Atlântica, portanto, não é apenas uma posição ambiental. É uma escolha estratégica para garantir competitividade, estabilidade e futuro ao cacau brasileiro.
Por Redação
